segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Aplicando Lean Project Management para entregar o projeto com sucesso

Estudos do Standish Group, Gartner Group, Cutter Consortium, Center for Project Management  (Gartner Technologies, 2011) indicam que a taxa de sucesso dos projetos  na média são:

  • 23 % dos projetos de software foram entregues com sucesso
  • 53 % dos projetos foram completados, mas excederam o prazo/orçamento.
  • 24 % dos projetos foram cancelados.

As causas básicas destas falhas são bem conhecidas:

  •    Ausência de cultura e maturidade em gestão de projetos
  •    Sobrecarga de trabalho do gerente de projetos
  •    Organização não adaptada ao projeto
  •    Ausência de métodos e procedimentos
  •    Papeis e responsabilidades não definidos claramente
  •    Informação não flui adequadamente
  •    Ferramentas não adaptadas
  •    Ausência de priorização de requisitos pelos stakeholders


Embora existam diversos métodos, metodologias e melhores práticas de gestão de projetos, os dados acima demonstram que o caminho a ser percorrido é longo, mas felizmente há alternativa, que irei demonstrar neste post responde esta questão: 


"Como podemos aumentar a taxa de sucesso de um projeto  ?"



Lean Project Management é a adoção de conceitos Lean como Lean Construction, Lean Manufacturing e Lean Thinking no contexto de gestão de Projetos.



A principal filosofia que guia Lean Project Management (Gestão de Projetos Enxuta) é entregar mais valor com menos desperdício no âmbito de gerenciamento de projetos.



Se você pretende se utilizar de Lean Project Management é necessário aprender seus princípios e sua  aplicabilidade em projetos tendo como base sólida e condição fundamental a adoção dos seguintes princípios:

·       



Os 5 Princípios do Lean Thinking (Mentalidade Enxuta)



Princípio 1 - Valor
O cliente é quem define o que é valor, cabe às empresas determinarem qual é essa necessidade (produtos específicos com capacidades) e, procurar satisfazê-la através de diálogo com os   clientes
Princípio 2 - Fluxo de Valor
O próximo passo consiste em identificar o Fluxo de Valor e dissecar a cadeia produtiva, separando os processos em três tipos: aqueles que efetivamente geram valor; aqueles que não geram valor, mas são importantes para a manutenção dos processos e da qualidade; e, por fim, aqueles que não agregam valor, devendo ser eliminados imediatamente.
Princípio 3 - Fluxo
Contínuo
A seguir, deve-se dar "fluidez" para os processos e atividades que restaram. Isso exige uma mudança na mentalidade das pessoas.
Princípio 4 –Produção Puxada
O consumidor passa a Puxar o Fluxo de Valor, reduzindo a necessidade de estoques e valorizando o produto. Sempre que não se consegue estabelecer o fluxo contínuo, conectam-se os processos através de sistemas puxados.
Princípio 5 - Perfeição
A busca pelo aperfeiçoamento contínuo em direção a um estado ideal deve nortear todos os esforços da empresa em processos transparentes, em que todos os membros da cadeia  tenham conhecimento profundo do processo como um todo, podendo dialogar e buscar continuamente melhores formas de se criar valor.


O Sistema Toyota de Produção (TPS) estabelecido em 1956 com a ajuda de especialistas como Joseph Juran (‘Fitness for use’), Philip Crosby (‘Zero defect’) e  William Edward Deming (‘In God we trust, all others bring data’) e combinando diversos métodos e ferramentas como Lean, Total Quality, Preventive Maintenance estabeleceu o“Toyota Way”  em 14 princípios

Princípio 1
Tome decisões pensando sempre na filosofia de  longo prazo, mesmo que no início os custos financeiros sejam maiores
Princípio 2
Crie um fluxo contínuo de processos para trazer os problemas a superfície,
Princípio 3
Utilize sistemas de produção puxados pela demanda para evitar superprodução
Princípio 4
Nivele o volume de trabalho,
Princípio 5
Crie a cultura de parar de resolver problemas e fazer certo da primeira vez,
Princípio 6
Padronize tarefas e processos que são a base da melhoria contínua e Empowerment dos funcionários,
Princípio 7
Utilize controles visuais para que “Tudo” seja facilmente visualizado e compreendido, 
Princípio 8
Use somente tecnologias confiáveis que sirvam aos processos e às pessoas,
Princípio 9
Faça com que seus lideres conheçam, compreendam e vivam essa filosofia ensinando e servindo de exemplo aos demais,
Princípio 10
Desenvolva  seus colaboradores e equipes para seguirem a filosofia da empresa,
Princípio 11
Respeite seus fornecedores e parceiros oferecendo desafios e auxiliando- os no seu desenvolvimento
Princípio 12
Vá e veja por si mesmo para entender completamente a situação,
Princípio 13
Tome decisões sem pressa, por consenso, considerando todas as opções possíveis e, assim feito, implemente- as rapidamente
Princípio 14
Torne se uma organização de aprendizagem através da reflexão incansável e melhoria contínua,



Na prática, como podemos utilizar cada um destes princípios e agregá-los gestão e execução dos projetos visando assegurar a entrega do projeto com menos desperdício, agregando valor ?
Para facilitar o entendimento e ser mais pragmático montei uma tabela onde na coluna à esquerda estará assinalado o princípio e, à direita a recomendação.

5 Princípios Lean Thinking

Princípio
Recomendação


Princípio 1 - Valor
ü Quem são seus Stakeholders e quem é seu cliente?
ü Quais são as necessidades de seu cliente?
ü Quais são seus requisitos?
ü Qual é a desempenho financeiro  esperado?
ü Como satisfazer o cliente?
ü Estabeleça a Matriz de Responsabilidades (RASIC), incluindo os stakeholders !
Princípio 2 - Fluxo de
Valor
ü Olhe para o projeto como uma cadeia de processos (entradas, processos e saídas),
ü Procure pelo conjunto de processos (pacotes de trabalho) dentro deste fluxo de valor
ü Busque por elos fracos na cadeia de processos do projeto onde algumas práticas causam mais desperdício na organização
ü Elimine os gargalos com a equipe, crie rotinas fortes.
ü Foco nas dependências e não nos prazos
ü Planeje em detalhes a medida que você se aproxima de executar o trabalho
ü Remova as restrições nas tarefas planejadas trabalhando como equipe
ü Prometa apenas o que pode ser cumprido
Princípio 3 - Fluxo
Contínuo
ü Busque por ganhos rápidos no processo
ü Promova os impactos positivos nas mudanças de procedimento
ü Keep it Small “ – Pequeno projeto = Pequeno impacto
Princípio 4 - Produção
Puxada
ü Execute pequenas entregas
ü Priorize os recursos que estão trabalhando nas entregas de maior prioridade para entregarem mais cedo
ü Não agrupe os projetos por data de início e fim
ü Cultura RASIC (não deixe apenas no papel)
ü Coloque ênfase nas fases de planejamento de desenvolvimento
ü Monitore o ciclo do projeto constantemente (Veja o TODO), liberando recursos de tarefas desnecessárias e buscando por novas oportunidades
Princípio 5 - Perfeição
ü Gerencie Coisas e Lidere Pessoas
ü Construa uma equipe liderando-a em direção à meta
ü Proporcione poder e autoridade aos membros da equipe e delegue (Empowerment)
ü Treine sua equipe na utilização da EAP (WBS)
ü Promova a cultura da qualidade


14 Princípios Toyota


Princípio
Recomendação


Princípio 1
Projeto esta alinhado a Missão e Visão da Empresa ?  A maneira mais eficiente de responder a esta pergunta é através da Gestão de Portfólio de Projetos
Princípio 2
ü  Mapear os  Stakeholders (Partes Interessadas) enfatizando  identificação de todas as partes interessadas possíveis e suas interfaces com os outros, bem como a sua posição em relação ao projeto.
ü  Utilize o Termo de Abertura
Princípios 3 e 4
Princípios 2, 3 e 4 o projeto pode viver muito bem com os especialistas assinalados parcialmente em um determinado projeto. Tudo se resume a gerir adequadamente os gargalos ao nível do programa e algumas regras simples para observar. Isso está muito bem descrito no livro de Ely Goldratt, 'A Corrente Crítica ' (Goldratt, 1997), sobre a teoria das restrições - de fácil leitura e implementação.
Princípio 5
Todas as partes interessadas e, especialmente, a equipe do projeto  precisam entender que o projeto só será bem sucedido se os riscos e suas questões forem colocados e discutidos abertamente e, se um plano de resolução adequada é concebido e executado para resolver a causa raiz do problema.
Princípio 6
ü  A equipe deve trabalhar a estrutura e os processos que descreve como o projeto será entregue de uma forma simples, eficiente e repetitiva, não esquecendo Princípios 2, 3 e 4.
ü  “Segundo Edward Deming:”. “Se você não pode descrever o que você está fazendo como um processo, você não sabe o que está fazendo”. Este princípio aconselha a padronizar (e assim por documento) tudo que você faz.
Princípio 7
KISSKeep It Simple and Specific (Seja simples e específico) preferencialmente de forma visual e colocada centralmente
Princípio 8
Uma ferramenta só é útil se ele suporta o processo, o que significa que o processo tem de ser descrita pela primeira vez. Só então se deve olhar para as ferramentas que se encaixam no modus operandi e torná-lo mais fácil, mais rápido ou mais seguro.
Princípio 9
O Líder do Projeto precisa se ​​envolver mais cedo possível, de preferência já na fase de seleção dos projetos.
Princípio 10
A equipe deve ser corretamente diversificada com especialistas e  multifuncionais,  você tem que selecionar as pessoas que são de mente aberta para aprender e explorar novas formas de trabalho.
Princípio 11
Termo de Abertura nada mais é que um contrato entre a equipe do projeto e os patrocinadores do projeto. Este contrato deve ser baseado no respeito mútuo, permitindo a ambas as partes para de forma sustentável realizar este empreendimento. Portanto, o simples fato de coletar os dados e tentar compilá-lo (e acordar) em no Termo de Abertura é um desafio para todos, isto irá evitar qualquer tipo de interpretação errônea e discussões sobre metas alcançadas ou não, na entrega do projeto. Além disso, ele irá manter a equipe focada no que é realmente importante.
Princípio 12
ü  Quanto mais poder um líder do projeto tem maiores serão as chances do projeto ter sucesso; estas autoridades especiais precisam ser claramente documentadas (e comunicada a todos os Stakeholders).
ü  Se você quer que a equipe vá além dos 100%, eles têm estar convencido de que o projeto vale a pena. "Vá e veja por si mesmo", vai ajudar aqui, lembre-se você é o chefe.
Princípio 13
ü  Invista mais tempo nas fases de iniciação e planejamento isto vai prevenir erros que podem aparecer mais tarde e a execução do projeto será mais eficiente.
ü  Gerenciamento de projetos é sobre a obtenção de dados corretos (analisados ​​e condensados ​​ao essencial) o mais rápido possível, a  espinha dorsal de conseguir isso é governança.
ü  De acordo com o Princípio 8 ('não mudar um sistema em execução') o grande risco para um fluxo contínuo de um projeto é a mudança, especialmente na equipe ou no processo.  Portanto, gerenciamento de mudanças tem de ser tratado com cuidado (Princípio 13); todos os aspectos da mudança e suas consequências criam necessidades que devem ser analisadas e medidas preventivas devem ser  tomadas para amenizar o impacto. Em projetos com uma série de mudanças, pode valer a pena dedicar alguns recursos para gerir este processo.
Princípio 14
ü  Aprender com seus erros e melhorar continuamente - vocês só podem melhorar os sistemas que são estáveis ​​e com processos documentados e repetitivos (Princípio 6). Esta é a condição sine qua non para encontrar a causa raiz de qualquer incidente incorrido e implementar uma ação corretiva sustentável, que vai resolver o problema de uma vez por todas.
ü  A equipe nunca deve estar satisfeita com a condição atual e sempre deve procurar por melhorias tem como base dados do progresso do projeto.
No livro  ‘The Toyota Way’ (Liker, 2004), Jeffrey Liker observa:

Se você estiver utilizando o modelo Toyota para se tornar Lean, a lição aqui é que você imitar a Toyota no uso de ferramentas. Toyota é uma filosofia e o conjunto de ferramentas deve ser apropriadamente aplicado em cada situação. Mas entender estes princípios é algo que você deve acreditar e lutar por eles. Eles são parte de um grande sistema que busca harmonia e perfeição para o sucesso sustentado.”

Do ponto de vista de aplicação de melhores práticas o leitor vai perceber que não há novidade, a mudança proposta aqui é de cultura de gestão de projetos e de atitude sua e da equipe perante o projeto.

Lean Project Management é baseado em na mentalidade cultural do gestor com foco e comprometimento em:




E por último, depois de provar o sucesso do Lean e TPS nas indústrias de manufatura eles agora se movem cada vez mais rapidamente para o setor de serviços, a maioria das empresas listadas na Fortune 500 você vai encontrar Lean e TPS.

Nas próximas semanas irei aprofundar estes princípios junto a comunidade.

Veja também no slideshare um resumo deste artigo

Bibliografia:


· Fonte: Liker, Jeffrey K. (2004). The Toyota Way: 14 Management Principles from the World’s Greatest Manufacturer. McGraw-Hill. ISBN 9780071392310.
· http://pt.slideshare.net/achiles6408/lean-project-management-principles-for-slide-share-3229562
· Womack, James P. and Daniel T. Jones. 1996. Lean thinking. New York, NY: Free Press, a division of Simon and Schuster, Inc.



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sábado, 28 de dezembro de 2013

Vídeo - Prince2® - Uma introdução rápida sobre seu conceito

Neste vídeo legendado, você terá a oportunidade de entender o método por detrás do Prince®  em um vídeo de 4 minutos com exemplo prático. Em breve estarei postando novas informações !





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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Reflexões sobre os desafios Organizacionais do Escritório de Projetos

Se você pretende implementar escritório de projetos em sua empresa, é melhor você parar por um momento e refletir sobre o contexto da Empresa na qual ele será inserido, isto é, combine a estrutura de seu Escritório de Projetos com a cultura da organização e, seus objetivos estratégicos. 

Esta combinação é crítica para o sucesso. Nas empresas existem diferentes estruturas, papéis e responsabilidades, recursos técnicos e níveis de autoridade que é imprescindível ser levado em consideração e seu escritório deve ser adaptado a. 
Embora na minha visão pessoal esta é a parte mais fácil em função do que iremos discutir mais a frente neste blog.

Um escritório de projetos de sucesso pode variar de um simples comunicador de status e dados do projeto para uma estrutura centralizada que assume a liderança em todos os aspectos do gerenciamento de projetos. Portanto é importante responder as seguintes perguntas:
  • Quais recursos você é capaz de dedicar tempo parcial ou total para Escritório de Projetos?
  • Você atualmente segue uma metodologia de gerenciamento de projetos padrão?
  • Quão bem suas unidades de negócios ou departamentos trabalham juntas?
  • Quantos projetos sua instituição costuma completar por ano?
  • Quais problemas suas instituições enfrenta enquanto ela está trabalhando com os projetos?
  • Quanto está custando esses problemas para sua Empresa?

O sucesso de seu Escritório de Projetos precisa estar fortemente alinhado com a maturidade da sua Empresa em cada uma dessas áreas. 
Seja honesto na auto-avaliação e considere uma visão externa antes de determinar sua estrutura de Escritório de Projetos. 
Não importa o qual estrutura você escolher, o processo de implementação em si é a chave para o sucesso de seu Escritório de Projetos. Um forte patrocinador vai ajudar muito a promover os benefícios e mudanças necessárias para um bom gerenciamento de projetos, além de remover os bloqueios que irão aparecer e que o Escritório de Projetos não conseguirá ultrapassar sem este apoio e suporte. 
Agora além dos pontos colocados acima, gostaria também de convidá-lo a refletir sobre os desafios que o Escritório de Projetos tem pela frente, não importando em que fase de implementação seu escritório se encontra atualmente.
Enquanto Escritório de Projetos se esforçam para prestar um apoio mais consistente e centralizado para gerenciamento de projetos, os gerentes de projeto e equipes estão aproveitando as grandes mudanças na tecnologia que ocorrem no mercado como meios de comunicação social, a tecnologia portátil, e o aumento explosivo em soluções de computação em nuvem, esta realidade apresentar oportunidades e ameaças para o Escritório de Projetos. 
O ambiente atual proporciona novos caminhos para uma abordagem de gerenciamento de projeto consistente e, ao mesmo tempo, apresenta possibilidades sem precedentes para as equipes de projeto a adotarem e perseguirem abordagens não padrão (BAO, BIG Data , Managed Services por exemplo) e novos conjuntos de ferramentas. E mais além, as corporações enfrentam necessidades continuas de operar mais eficientemente o que afeta diretamente os projetos, isto deve ser compreendido, apoiado e gerenciado por um Escritório de Projetos coerente. 
Segue os desafios que convido você a refletir como líder de Escritório de Projetos:
  • Centralização – é fato que quando gerenciado apropriadamente assegura os ganhos de eficiência, embora o desafio é o desenvolver uma estratégia que atenda aos objetivos mais amplos da organização enquanto continua a fornecer apoio para as necessidades das unidades organizacionais, se a estratégia não for boa ele continuará centralizado ?
  • Managed Services – um conceito que agora é realidade e vem crescendo consideravelmente com o objetivo de garantir a de custos, diminuir o tempo de resposta para o mercado, aumentar a receita e para que a empresa possa manter-se focada no seu negócio principal mas o Escritório de Projetos esta inserido na empresa o qual deverá assegurar os ganhos acima ou no fornecedor o qual deverá assegurar os resultados acima também mas com forte gestão de riscos e redução de custos ?  
    A grande questão é que uma ampla gama de funções de planejamento estratégico e de tecnologia da informação (e sua complexidade) estará sendo gerenciados como projetos cujo Escritório de Projetos deverá assegurar a implantação de serviços compartilhados,
  • Custos – Gerentes de operações estão fortemente pressionados pelas reduções orçamentárias e continuamente melhorando seus níveis de serviço; com isto os gerentes de projetos tem que entregar projetos mais complexos com menos recursos financeiros e humanos, isto vai requerer do Escritório de Projetos forte conhecimento na aplicação do pensamento sistêmico (Análise Funcional, Análise do Fenômeno, Identificação das Melhorias, Análise dos Processos),suporte na correta utilização do modelo de simulação para reduzir a incerteza na tomada de decisão e apoio para que os gerentes de projetos possam se utilizar deste conhecimento,
  • Colaboração – O Escritório de Projetos deve estar posicionado como espinha dorsal e crítica no apoio a uma melhor colaboração, tornando-se uma entidade que traga valor agregado à organização e aos projetos. Sendo bem assertivo.As organizações estão à procura de apoio e assistência do Escritório de Projeto para facilitar cada vez mais a colaboração,
  • Flexibilidade - As inovações tecnológicas dos últimos anos impactam significativamente a forma em como os projetos são acompanhados e geridos pelo Escritório de Projetos. Várias destas tecnologias trazem para o Escritório de Projetos novas ferramentas para ajudá-los com suas práticas de gestão de projetos.

Mais desafios que exigirão forte atuação do Escritório de Projetos:
  • A promessa de que os benefícios de entregar um software fácil de usar sejam realizados,
  • O aumento exponencial das mídias sociais em um contexto de negócios significando novos caminhos disponíveis para colaboração além da capacidade de colaborar à vontade com colegas de todo o mundo mudando fundamentalmente como, onde e quando trabalhamos,
  • O crescimento exponencial da utilização dos dispositivos móveis, para os gerentes de projeto e equipes (bem como para Escritório de Projetos que os suportam), isso significa uma crescente demanda por acesso móvel a informações do projeto e uma capacidade cada vez maior para entregá-lo,

  • A computação em nuvem, como e onde as equipes de projeto interagem com seus aplicativos e dados exigindo dos Escritórios de Projetos que desenvolvam estratégias para alavancar essas oportunidades e garantir a consistência e a segurança das informações corporativas.



Acredito que o Escritório de Projetos deve investir esforço em torná-lo mais fácil e atraente no contexto da abordagem de gerenciamento de projeto organizacional, e não fora dele, ele deve obrigatoriamente fornecer valor, apoiar a evolução contínua e estar aberto a questionar as práticas atuais. As práticas organizacionais a serem utilizados e preconizados pelo Escritório de Projetos devem ser vistas pelas equipes de projeto, gerentes, executivos e unidades de negócios como mais bem sucedidas se eles estivessem fazendo isto por conta própria. 

A gestão eficaz do projeto não é um destino, é uma jornada contínua.



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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Framework de Projetos - P2M® - Inovação

No meu post anterior eu escrevi sobre o tema P2M - Desenvolvendo um novo sistema de gestão de conhecimento de Projetos  e como prometido vou escrever sobre o framework P2M®.


O BoK japonês está baseado em uma 'estrutura superior' denominada P2M® que, de acordo com o Comitê de Norma Japonês, está relacionada ao negócio de 'gerenciamento de projetos' enquanto o Bok Norte-Americano e Europeu estão relacionados apenas ao gerenciamento de um projeto.


Dentre os objetivos do P2M® estão:
  • Criar valor através do aumento da lucratividade e produtividade dos negócios utilizando-se de gerenciamento de projetos,
  • Expandir as áreas de projeto através do ensino e pesquisa  do gerenciamento de projetos, provendo metodologias, técnicas e ferramentas,
  • Ajudar o gerenciamento de projetos e seus profissionais na obtenção de reconhecimento social e industrial,
  • Buscar e se utilizar da sabedoria acumulada,
  • Certificar os profissionais, 
  • Adoção de uma abordagem de modelo de projeto: esquema, sistema e serviços (veja figura abaixo sobre os domínios),
  • Gerir cada um dos seguintes itens de estratégia:  finanças. sistemas, recursos, relevância e valor.

Tendo o guia (Project and Program Management for Enterprise Innovation) como base de estudo o P2M® assume que os projetos se encaixam nos seguintes tipos e que devem produzir valor para cada um deles (ou através do efeito combinado entre eles)  utilizando-se da base de conhecimento acumulada. 


  • Sistema (System) - grupos de estruturas de unidades independentes que substituem e incorporam o framework para se adaptar a mudanças circunstanciais, isto é, implementação.
  • Esquema (Scheme) - Processo de transformar as ideias e insights de originadas de forma colaborativa em documentos concretos, cenários e planos alinhados a missão da empresa, isto é, desenvolvimento conceitual.
  • Serviços (Services) - Buscar novas oportunidades e processos de know-how e aquisição de dados da construção e usos dos sistemas, isto é, operação.
  • Domínios do P2M®

Este modelo visa criar um framework para a indústria de manufatura de modo que elementos não técnicos sejam misturados ao modelo de manufatura criando um novo modelo de serviço.
Este método quer movimentar o modo como atua o gerente da organização onde hoje ele exerce forte controle (Control Type)  para atuar no controle do produto do projeto (Project Producing Type). 


Gerente da Organização


Lembrando também que este modelo pretende assegurar a entrega de valor para empresa como resultado final do projeto (valor = entregável !)

O quadro de domínios acima vai além da gestão de projetos, ele foca em inovação e melhorias englobando esquema e serviços através da integração destes domínios pela utilização de Gestão de Programas, onde o conceito fundamental é que os requerimentos criem valor para a empresa através de vários projetos agrupados dentro de um programa.

Estes três domínios devem ser diversificados, criativos, sinérgicos para serem aderentes aos modelos de negócio da empresa. 

Para garantir a entrega dos projetos e programas estabeleceu-se que seu ciclo de vida  deva seguir o modelo abaixo desde sua concepção (esquema) até a entrega (serviços), à este framework  deu-se o nome de  Torre P2M®  (P2M Tower®), é ela que irá assegurar a entrega de valor para a empresa.
  • P2M Tower (framework de gerenciamento de projetos)

Importante salientar que este guia de referência se procura dividir a Gestão de Projetos em 11 segmentos (Individual Management Skills)  ou áreas de conhecimento e, que existe um sistema de certificação dos profissionais que visa assegurar o cumprimento destes pontos. Todos este onze seguimentos obedecem os seguintes processos internos:



Portanto quando falamos do seguimento, Gerenciamento da Estratégia do Projeto, ele é composto pelos processos acima
  1. Gerenciamento da Estratégia do Projeto - Esclarece a relação entre estratégias e projetos corporativos e introduz atividades do projeto de forma eficaz para a criação de valor corporativo,
  2. Gerenciamento de Sistemas do Projeto -  Método de pensamento que procura evitar que o gerente se depare com questões ambíguas e inesperadas no momento da realização das atividades do projeto.
  3. Gerenciamento dos Objetivos do Projeto - Proporciona a equipe do projeto um caminho a partir do qual a equipe possa imaginar os processos que devem ser completados sob restrições de prazos,recursos e contratos para entregar o projeto de forma adequada,
  4. Gerenciamento dos Riscos - Método de controle e resposta ao risco que possa existir, 
  5. Gerenciamento das Relações - Processos operacionais que determinam a relação entre as partes interessadas no projeto de modo a levá-lo ao sucesso, 
  6. Gerenciamento da Finanças do Projeto Método  que visa a construção de uma estrutura de captação de recursos necessários para a execução do projeto,
  7. Gerenciamento da Organização do Projeto - Método para que a organização operacional do projeto possa responder com rapidez e flexibilidade as mudanças requisitadas pelo ambiente corporativo
  8. Gerenciamento de Recursos do Projeto - Como gerir e assegurar os seis recursos:material, humano, financeiro,intelectual,informações e essenciais,
  9. Gerenciamento da Informação - Como tirar o máximo de informação e da  tecnologia da informação (TI) para  cumprir a execução e entrega do projetos
  10. Gerenciamento do Valor - Processo que acumula experiência e conhecimento de atividades organizacionais ou do projeto como fonte de valor e feedback para projetos,
  11. Gerenciamento  dComunicação - Método de comunicação que busca envolvimento no negócio do projeto e na comunicação intercultural intimamente relacionada ao gerenciamento de projetos.
O que chama mais a atenção neste modelo, é que ele foi concebido dentro de um pais como resposta a perda de competitividade da economia japonesa frente a China e a Índia, isto é, o framework procura inserir no contexto de gestão de projetos: Inovação e Solução de Problemas em um ambiente econômico extremamente dinâmico.

Quer saber mais ? 
- http://www.pmaj.or.jp/ENG/P2M_Download.htm
- http://www.pmaj.or.jp/p2m/exam/shikaku_kaitei.html
- http://www.technologyfirst.org/magazine-articles/78-july-2010/529-p2mr-project-management-japanese-style.html

- PMAJ – Project Management Association of Japan. 2005. A Guidebook of Project & Program Management for Enterprise Innovation. Volume I, Revision 3. October 2005 e Volume II, Revision 1. October 2005, Translation by Shigenobu Ohara.

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