domingo, 24 de outubro de 2010

Gerentes de Projetos - O desafio da preparação do profissional

Colegas, queria compartilhar como vocês uma visão pessoal sobre os nossos colegas gerentes de projetos a qual irá causar grande discussão...

1) Os GPs certificados que se dizem PMP como EU, estão realmente preparados para o desafio ?

Questoes:

1) Sabem identificar e gerir caminho crítico do projeto ?
2) Sabem fazer um correto planejamento financeiro ?
3) Tem capacidade de fazer um staffing plan ?

O que tenho visto nos últimos 4 meses me preocupa, PMPs que não sabem gerir riscos, cronogram e fazer um relatorio de status....

Gostaria de ouvir de voces ...experiencias e recomendações... Quem sabe ao final possamos escrever um artigo sobre o tema:

"Como gerentes de projetos devem gerir os projetos..."

22 comentários:

  1. Lamentavelmente o que noto em minha experiência é que a mais provável resposta aos seus questionamentos é negativa.
    Como GP veterano e selecionador de colegas para a mesma função, afirmo que raros são os profissionais, mesmos os certificados PMP, que tem o conhecimento, experiência e maturidade de fato para a gestão de projetos. Creio que a incongruência se deve ao fato de que boa parte dos “gerentes de projetos” proverem de uma carreira de informática de onde se destacaram como analistas, depois como analistas líderes e posteriormente foram promovidos a Gerentes de Projetos para enquadrar-se à conjuntura corporativa.
    Vejo que de forma geral no mercado temos basicamente profissionais especializados em um único tipo de projeto: o de desenvolvimento de sistemas, com grande conhecimento em tecnologia, porem carentes de entendimento e interesse sobre gestão de pessoas, gestão de custos, liderança, planejamento estratégico, governança, gestão de competências, gestão do conhecimento entre tantas outras disciplinas fundamentais para a formação de um gestor.
    Nada contra os analistas de sistemas, até mesmo porque me graduei como um, mas percebo que a certificação já não basta. Você quer fazer um teste? Peça para seus GPs escreverem uma redação sobre sua área de atuação e surpreenda-se.
    rm

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  2. Lamentavelmente o que noto em minha experiência é que a mais provável resposta aos seus questionamentos é negativa.
    Como GP veterano e selecionador de colegas para a mesma função, afirmo que raros são os profissionais, mesmos os certificados PMP, que tem o conhecimento, experiência e maturidade de gestão de projetos. Creio que a incongruência se deve ao fato de que boa parte dos “gerentes de projetos” proverem de uma carreira de informática de onde se destacaram como analistas, depois como analistas líderes e posteriormente foram promovidos a Gerentes de Projetos para enquadrar-se à conjuntura corporativa.
    Vejo que de forma geral no mercado temos basicamente profissionais especializados em um único tipo de projeto: o de desenvolvimento de sistemas, com grande conhecimento em tecnologia, porem com carência de entendimento e interesse sobre gestão de pessoas, gestão de custos, liderança, planejamento estratégico, governança, gestão de competências, gestão do conhecimento entre tantas outras disciplinas fundamentais para a formação de um gestor.
    Nada contra os analistas de sistemas, até mesmo porque me graduei como um, mas percebo que a certificação já não basta. Você quer fazer um teste? Peça para seus GPs escreverem uma redação sobre sua área de atuação e surpreenda-se.
    rm

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  3. Eu concordo, na area de TI os GPs são "alçados" para o cargo...e sem o mínimo de preparação, preparatório não é a resposta. Pensei muito a respeito e montei um set de apresentação com vários "cases" para tentar demonstrar na prática como os projetos deveriam ser gerenciados... e nao apenas o treinamento mas tem que vir acompanhado de coaching e mentoring.. Mais do que isso os GPs tem que demonstrar atitude e proatividade , este conjunto de fatores me preocupa muito pois ainda noa tenho certeza se este é o caminho correto.

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  4. Também concordo.
    Talvez um programa de trainee em gerenciamento de projetos,ou incentivo a colaboração na gestão pode trazer bons frutos para a empresa principalmente quando existe a busca pela execução de um processo repetitivel. O conhecimento pode ser adquirido e reutilizado em projetos futuros, minimizando a necessidade de mentoring e possibilitando maior eficiência e eficácia na execução do projeto. Já que existe a necessidade da busca pelo profissional, porque não direcioná-los para a necessidade.

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  5. Como professor minha preocupação tem sido justamente esta. Os métodos são muito pouco aplicados e estudados em detalhes.
    Depois vem o segundo desafio como implementar os novos conhecimentos.
    Creio que as deficiências iniciam na graduação.

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  6. Nelson,

    Minha experiência ao longo dos últimos 15 anos gerenciando projetos me diz que, mais importante do que certificação, é a inclinação do sujeito para a profissão de PM.
    Ten gente que vira PMP por modismo, ou porque ouviu falar que é legal e ganha bem, daí faz um curso preparatório, estuda um tanto e passa na prova. Isso não o transforma em um bom PM, nem o prepara para os desafios abaixo.
    Por outro lado, vi também nestes últimos anos uma profunda reestruturação nas empresas no ramo onde atuo (telecom), e o PM ganhou muito mais responsabilidades, enquanto viu encolher seu poder de decisão. Vários fatores contribuiram para isso, mas eu destacaria terceirização, alta rotatividade, pressão excessiva por redução de custo e necessidade preemente de se "ganhar projetos", não só aqueles realmente rentáveis.
    Daí, não tem jeito. Sempre acaba aparecendo alguém que, até por necessidade, aceita trabalhar começando por condições não ideais, com prazos inatingíveis, custos subestimados e recursos incapazes de levar o projeto a termo como devia.



    Douglas Razaboni

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  7. Prezado Nelson,

    Eu trabalho com gestão de projetos desde 1995, gerenciando equipes de 15 até 160 pessoas.
    Eu trabalhei nos PMO da EDS/HP, HSBC e Votorantim
    O que eu tenho visto nesses é que os profissionais certificados PMP possuem excelentes conhecimentos nas práticas do PMI, mas o que está faltando é a experiência em saber por onde começar e quais os problemas que poderão aparecer ao longo do projeto e como trata-los.
    Mesmo profissionais experientes como eu, acabam se deparando com situação não conhecidas ou vivenciadas em projetos anteriores, mas devido à prática adquirida em outros projetos temos mais facilidade para lidarmos com estas situações.

    O que eu tenho visto em grandes corporações é que geralmente os gerentes de projetos que iniciam nesta atividade, contam com o apoio de gerentes de projetos mais experientes com o intuito de melhor preparar os profissionais iniciantes neste novo desafio, como se fosse um padrinho ou coaxa. Em algumas empresas com o nà vel de maturidade maior existem estruturas de PMO onde uma das suas atividades é a preparação dos profissionais para desempenarem o papel de Gerente de Projeto de forma profissional e não amadora.


    Alejandro R. Penas, PMP, ITIL
    alejandropenas@yahoo.com.br
    (41) 9941-6969

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  8. Nelson,

    Compartilho com você a mesma observação. A questão que o Douglas mencionou "Ten gente que vira PMP por modismo, ou porque ouviu falar que é legal e ganha bem" é extremamente pertinente!

    Agora, precisamos observar o seguinte:

    Como as oportunidades de GP de projetos são solicitadas?

    - GP com conhecimentos de Java, Linux e ambiente Web , etc, etc

    Nunca vi uma oportunidade de GP solicitando os requerimentos de Gerenciamento de Projetos
    - Experiencia de Gestão de Risco
    - Experiencia em Comunicação / Resolução de Conflitos
    - Experiencia em Gerenciamento de Escopo etc etc

    Será que quem tem o perfil de se tornar um conhecedor profundo de Java tem o perfil pessoal para gerir um projeto em todas as suas dimensões?

    Não estou denegrindo o perfil técnico. Eu tenho amigos que são excelentes técnicos no que fazem, ja foram convidados para ser gerentes e recusaram porque não gostam de gerir problemas. Isso é perfil individual, não é certo nem errado!

    Certamente por isso a dificuldade de se encontrar profissionais de GP com esse perfil, pois ninguém investe nisso!

    O enfoque no tecnicismo é superior ao enfoque nas habilidades de gerenciamento.

    Ainda é a velha máxima: Excelente técnico! É promovido a um cargo gerencial, tornando-se um profissional mediocre!

    Acho que se deseja valorizar um técnico financeiramente, que o seja! Não criar um aritificio que a propria organização torna-se a maior prejudicada!

    Outra coisa é o profissional técnico que não se desliga do técnico, não entende que suas atribuições são diferentes quando se torna um GP.

    Quanto a questão do poder, também pensava assim como o Douglas, mas vejo que aí novamente a questão da capacitação entra em cena. O poder formal se desgasta quando se usa. A negociação e a criação de soluções negociadas é que deveria ser valorizada. Daí a frustração!

    A alta administração quer do GP uma solução negociada e não o diz explicitamente e tira o poder do GP para decidir. O GP, despreparado para a ação ve-se sem instrumentos para agir (o poder de decisão). Olha o conflito aí aparecendo!

    É natural que se aceite prazos impossiveis, uma vez que a solução nem foi negociada nem a impossibilidade demonstrada como deveria ser!

    Vejam também o que escrevi no me blog sobre Negociação, pois toca nesse assunto diretamente!

    Na minha visão / percepção os GP, de modo geral, não são preparados nem são estimulados a negociar! Suas funções estão demais atreladas ao controle técnico do que está sendo construído do que gerir o que está sendo construído!


    Abraços

    Alexandre Alamino da Rocha, PMP
    Em Gerenciamento de projetos desde 1999 e certificado desde 2005

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  9. Nelson,

    Compartilho com você a mesma observação. A questão que o Douglas mencionou "Ten gente que vira PMP por modismo, ou porque ouviu falar que é legal e ganha bem" é extremamente pertinente!

    Agora, precisamos observar o seguinte:

    Como as oportunidades de GP de projetos são solicitadas?

    - GP com conhecimentos de Java, Linux e ambiente Web , etc, etc

    Nunca vi uma oportunidade de GP solicitando os requerimentos de Gerenciamento de Projetos
    - Experiencia de Gestão de Risco
    - Experiencia em Comunicação / Resolução de Conflitos
    - Experiencia em Gerenciamento de Escopo etc etc

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  10. continuando....

    Será que quem tem o perfil de se tornar um conhecedor profundo de Java tem o perfil pessoal para gerir um projeto em todas as suas dimensões?

    Não estou denegrindo o perfil técnico. Eu tenho amigos que são excelentes técnicos no que fazem, ja foram convidados para ser gerentes e recusaram porque não gostam de gerir problemas. Isso é perfil individual, não é certo nem errado!

    Certamente por isso a dificuldade de se encontrar profissionais de GP com esse perfil, pois ninguém investe nisso!

    O enfoque no tecnicismo é superior ao enfoque nas habilidades de gerenciamento.

    Ainda é a velha máxima: Excelente técnico! É promovido a um cargo gerencial, tornando-se um profissional mediocre!

    Acho que se deseja valorizar um técnico financeiramente, que o seja! Não criar um aritificio que a propria organização torna-se a maior prejudicada!

    Outra coisa é o profissional técnico que não se desliga do técnico, não entende que suas atribuições são diferentes quando se torna um GP.

    Quanto a questão do poder, também pensava assim como o Douglas, mas vejo que aí novamente a questão da capacitação entra em cena. O poder formal se desgasta quando se usa. A negociação e a criação de soluções negociadas é que deveria ser valorizada. Daí a frustração!

    A alta administração quer do GP uma solução negociada e não o diz explicitamente e tira o poder do GP para decidir. O GP, despreparado para a ação ve-se sem instrumentos para agir (o poder de decisão). Olha o conflito aí aparecendo!

    É natural que se aceite prazos impossiveis, uma vez que a solução nem foi negociada nem a impossibilidade demonstrada como deveria ser!

    Vejam também o que escrevi no me blog sobre Negociação, pois toca nesse assunto diretamente!

    Na minha visão / percepção os GP, de modo geral, não são preparados nem são estimulados a negociar! Suas funções estão demais atreladas ao controle técnico do que está sendo construído do que gerir o que está sendo construído!


    Abraços

    Alexandre Alamino da Rocha, PMP
    Em Gerenciamento de projetos desde 1999 e certificado desde 2005

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  11. continuando....

    Será que quem tem o perfil de se tornar um conhecedor profundo de Java tem o perfil pessoal para gerir um projeto em todas as suas dimensões?

    Não estou denegrindo o perfil técnico. Eu tenho amigos que são excelentes técnicos no que fazem, ja foram convidados para ser gerentes e recusaram porque não gostam de gerir problemas. Isso é perfil individual, não é certo nem errado!

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  12. continuando ....(II)

    Certamente por isso a dificuldade de se encontrar profissionais de GP com esse perfil, pois ninguém investe nisso!

    O enfoque no tecnicismo é superior ao enfoque nas habilidades de gerenciamento.

    Ainda é a velha máxima: Excelente técnico! É promovido a um cargo gerencial, tornando-se um profissional mediocre!

    Acho que se deseja valorizar um técnico financeiramente, que o seja! Não criar um aritificio que a propria organização torna-se a maior prejudicada!

    Outra coisa é o profissional técnico que não se desliga do técnico, não entende que suas atribuições são diferentes quando se torna um GP.

    Quanto a questão do poder, também pensava assim como o Douglas, mas vejo que aí novamente a questão da capacitação entra em cena. O poder formal se desgasta quando se usa. A negociação e a criação de soluções negociadas é que deveria ser valorizada. Daí a frustração!

    A alta administração quer do GP uma solução negociada e não o diz explicitamente e tira o poder do GP para decidir. O GP, despreparado para a ação ve-se sem instrumentos para agir (o poder de decisão). Olha o conflito aí aparecendo!

    É natural que se aceite prazos impossiveis, uma vez que a solução nem foi negociada nem a impossibilidade demonstrada como deveria ser!

    Vejam também o que escrevi no me blog sobre Negociação, pois toca nesse assunto diretamente!

    Na minha visão / percepção os GP, de modo geral, não são preparados nem são estimulados a negociar! Suas funções estão demais atreladas ao controle técnico do que está sendo construído do que gerir o que está sendo construído!


    Abraços

    Alexandre Alamino da Rocha, PMP
    Em Gerenciamento de projetos desde 1999 e certificado desde 2005

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  13. Prezado Nelson,

    Eu trabalho com gestão de projetos desde 1995, gerenciando equipes de 15 até 160 pessoas.
    Eu trabalhei nos PMO da EDS/HP, HSBC e Votorantim
    O que eu tenho visto nesses é que os profissionais certificados PMP possuem excelentes conhecimentos nas práticas do PMI, mas o que está faltando é a experiência em saber por onde começar e quais os problemas que poderão aparecer ao longo do projeto e como trata-los.
    Mesmo profissionais experientes como eu, acabam se deparando com situação não conhecidas ou vivenciadas em projetos anteriores, mas devido à prática adquirida em outros projetos temos mais facilidade para lidarmos com estas situações.

    O que eu tenho visto em grandes corporações é que geralmente os gerentes de projetos que iniciam nesta atividade, contam com o apoio de gerentes de projetos mais experientes com o intuito de melhor preparar os profissionais iniciantes neste novo desafio, como se fosse um padrinho ou coaxa. Em algumas empresas com o nível de maturidade maior existem estruturas de PMO onde uma das suas atividades é a preparação dos profissionais para desempenarem o papel de Gerente de Projeto de forma profissional e não amadora.


    Alejandro R. Penas, PMP, ITIL

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  14. Srs.,

    Excelentes as colocações de todos. De fato também tenho percebido o modismo, ou em alguns casos a acomodação do PMP após a certificação.

    Acredito que parte deste problema nasce da maneira como a certificação é conduzida. É necessário, do meu ponto de vista, 2 ações importantíssimas:
    Aumentar a verificação da veracidade das experiências apresentadas pelo candidato, de forma a coibir "malandragens" nos Report Forms dos projetos apresentados como experiência real. Já tive a oportunidade de conviver com profissionais "PMPs" que não tinha experiência nem para conduzir um projeto simples, e passaram na prova. Duvido da experiência que estes apresentaram ao exame. Entendo que o PMI deveria ser muito mais rigoroso com relação a isso;
    No CCR o PMI também deveria exigir que o profissional mantenha o interesse e contato com a profissional, e não apenas em atividades de formação como treinamentos e palestras. Conheço diversos profissionais que se certificaram na 2ª edição do PMBOK, com menos da metade do conteúdo e consistência apresentados na 4ª edição, e que nunca mais abriram o PMBOK ou qualquer obra correlata. Isso é uma temeridade para a confiança que a certificação passa ao mercado. Estes "profissionais certificados" cometem diversas bobagens na condução dos projetos, e não percebem que estão jogando a importância da certificação na lata do lixo. Tenho feito uma campanha com meus alunos, na pós-graduação e nos treinamentos preparatórios para o exame PMP, de que eles se tornem PMPs, e não profissionais certificados; peço a eles que acreditem e apliquem gerenciamento de projetos com profissionalismo e consistência, pois este é o verdadeiro diferencial.
    O assunto poderia ser muito mais discutido...... pena a falta de tempo para tal.

    Convido a todos, se puderem, a participar do próximo congresso IPEMAC, promovido pelo SENAC e pela revista Mundo PM. Nesta próxima oportunidade, em 25 e 26/11 próximos, terei a oportunidade de ser palestrante com o tema: "PMBOK na prática". Pretendo abordar diversos dos assuntos apontados pelos colegas.

    Segue link: http://www.mundopm.com.br/IPEMAC2010_evento.jsp

    Abraço a todos.

    --
    Prof. André L. F. Ricardi, PMP®
    (11) 7295-3703
    skype: andre.lfricardi
    http://br.linkedin.com/pub/andr%C3%A9-ricardi-pmp/13/94a/343

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  15. Acredito que parte deste problema nasce da maneira como a certificação é conduzida. É necessário, do meu ponto de vista, 2 ações importantíssimas:
    Aumentar a verificação da veracidade das experiências apresentadas pelo candidato, de forma a coibir "malandragens" nos Report Forms dos projetos apresentados como experiência real. Já tive a oportunidade de conviver com profissionais "PMPs" que não tinha experiência nem para conduzir um projeto simples, e passaram na prova. Duvido da experiência que estes apresentaram ao exame. Entendo que o PMI deveria ser muito mais rigoroso com relação a isso;
    No CCR o PMI também deveria exigir que o profissional mantenha o interesse e contato com a profissional, e não apenas em atividades de formação como treinamentos e palestras. Conheço diversos profissionais que se certificaram na 2ª edição do PMBOK, com menos da metade do conteúdo e consistência apresentados na 4ª edição, e que nunca mais abriram o PMBOK ou qualquer obra correlata. Isso é uma temeridade para a confiança que a certificação passa ao mercado. Estes "profissionais certificados" cometem diversas bobagens na condução dos projetos, e não percebem que estão jogando a importância da certificação na lata do lixo. Tenho feito uma campanha com meus alunos, na pós-graduação e nos treinamentos preparatórios para o exame PMP, de que eles se tornem PMPs, e não profissionais certificados; peço a eles que acreditem e apliquem gerenciamento de projetos com profissionalismo e consistência, pois este é o verdadeiro diferencial.
    O assunto poderia ser muito mais discutido...... pena a falta de tempo para tal.


    Prof. André L. F. Ricardi, PMP®

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  16. Gostaria de contribuir com a discussão, levantando mais um item a ser
    considerado.

    Também sou PMP, e me sinto sim capaz de identificar e gerir caminho crítico do
    projeto, planejar o escopo, fazer o planejamento de tempo e planejamento
    financeiro, pensar em riscos e ainda gerir pessoas...

    No entanto, sou a única da minha empresa com conhecimentos do PMBOOK... a
    certificação no mercado de consultoria empresarial, onde trabalho, ainda não é
    conhecida e nem valorizada, pelo menos pelas pequenas e médias empresas. As
    propostas são feitas na base do feeling, negociadas com os clientes, e quando os
    projetos chegam na minha mão vem como tudo sendo "pra ontem"...

    As vezes me sinto gerenciando o caos, tendo que ir planejando junto com a
    execução... e os resultados acabam sendo entregues na base da raça...rs

    Sonho em trabalhar com os conceitos de gerencimento de projetos, estou aos
    poucos tentando mudar essa cultura da empresa, mas nesse caso, pra essa
    andorinha aqui fazer verão, vai um energia violenta...

    abraços a todos!!

    Cláudia Ferraz

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  17. onsidero que todas estas questões são pertinentes a nossa realidade. Foi assim no passado, é assim hoje e acredito que será desta mesma maneira no futuro.



    Embora o PMI estabeleça pré-requisitos de experiência em projetos para se inscrever no exame, muitos, sem experiência ou perfil, querem progredir na vida e almejam uma oportunidade de ingressar na profissão após tirar o certificado. Eu não julgo estas pessoas, afinal quem sou eu para julgar alguém que deseja progredir profissionalmente?



    A minha percepção é que é natural haver profissionais excepcionais e diferenciados, assim como profissionais medianos e profissionais incompetentes ou medíocres, faz parte da vida. Este cenário favorece inclusive os poucos profissionais que são diferenciados!



    Faz parte do meu (nosso) papel como professor/educador, consultor de empresas e afiliado ao PMI, transmitir a mensagem de profissionalismo e tentar incutir uma cultura de melhores práticas de gerenciamento de projetos para os profissionais e para as empresas, porém a minha experiência observou que existem obstáculos, tanto para empresas como para profissionais, que fazem com que nem todos consigam obter êxito nesta missão, por exemplo:



    Os profissionais nem sempre tem tempo para fazer tudo o que é necessário para melhorar a sua capacidade profissional e isto pode ser devido a:

    - sair muito tarde do trabalho

    - haver a necessidade de dar atenção para a família

    - estar realizando em paralelo outros cursos de formação ou desenvolvimento

    - estar viajando a trabalho

    - a empresa para a qual trabalha não ter a cultura de gerenciamento de projetos

    - são técnicos e não fazem idéia do que o papel de gestor exige do profissional

    - o profissional não tem oportunidade de aplicar isto na sua atual função

    - por questão de perfil, o profissional não tem o hábito de ler para se atualizar ou aperfeiçoar na profissão



    No caso das empresas, podem ser outras as dificuldades de não se aplicar as boas práticas:

    - os profissionais querem aplicar práticas de gerenciamento de projetos, porém a diretoria ou gerência direta não apóia esta iniciativa

    - a área comercial quer vender seu produtos, são movidos a comissionamento, sendo assim muitos vendem projetos com prazos e custos inexeqüíveis e se torna inviável a aplicação com sucesso do gerenciamento do projeto

    - alguns profissionais PMP acreditam que criar documentação é gerir projetos e isto burocratiza a gestão, com isto a empresa não vê com bons olhos as práticas de gerenciamento

    - profissionais que apóiam práticas de gestão de projetos nem sempre permanecem eternamente na empresa, ou seja, após a sua saída a empresa perde o conhecimento e voltam a estaca zero nas boas práticas de gestão


    Concluindo...



    Não acho bom, nem tão pouco desejável, haver profissionais certificados PMP que não tem condições de realizar bons trabalhos, porém devido a várias adversidades que fogem ao nosso controle, nem todos terão condições de ter êxito na profissão. Novamente, embora não desejável, considero isto uma situação natural da vida.



    O que penso para melhorar este cenário? Além de continuar a promover as boas práticas para profissionais e empresas, promover cursos de reciclagem para profissionais certificados PMP, pois o fato de terem o certificado não atesta que “todos” estejam em condições de prestar bons serviços.



    Um abraço a todos e um ótimo feriado.



    Prof. Ronnie Maschk, PMP

    ResponderExcluir
  18. Considero que todas estas questões são pertinentes a nossa realidade. Foi assim no passado, é assim hoje e acredito que será desta mesma maneira no futuro.
    Embora o PMI estabeleça pré-requisitos de experiência em projetos para se inscrever no exame, muitos, sem experiência ou perfil, querem progredir na vida e almejam uma oportunidade de ingressar na profissão após tirar o certificado. Eu não julgo estas pessoas, afinal quem sou eu para julgar alguém que deseja progredir profissionalmente?
    A minha percepção é que é natural haver profissionais excepcionais e diferenciados, assim como profissionais medianos e profissionais incompetentes ou medíocres, faz parte da vida. Este cenário favorece inclusive os poucos profissionais que são diferenciados!
    Faz parte do meu (nosso) papel como professor/educador, consultor de empresas e afiliado ao PMI, transmitir a mensagem de profissionalismo e tentar incutir uma cultura de melhores práticas de gerenciamento de projetos para os profissionais e para as empresas, porém a minha experiência observou que existem obstáculos, tanto para empresas como para profissionais, que fazem com que nem todos consigam obter êxito nesta missão, por exemplo:

    Os profissionais nem sempre tem tempo para fazer tudo o que é necessário para melhorar a sua capacidade profissional e isto pode ser devido a:
    - sair muito tarde do trabalho
    - haver a necessidade de dar atenção para a família
    - estar realizando em paralelo outros cursos de formação ou desenvolvimento
    - estar viajando a trabalho
    - a empresa para a qual trabalha não ter a cultura de gerenciamento de projetos
    - são técnicos e não fazem idéia do que o papel de gestor exige do profissional
    - o profissional não tem oportunidade de aplicar isto na sua atual função
    - por questão de perfil, o profissional não tem o hábito de ler para se atualizar ou aperfeiçoar na profissão

    No caso das empresas, podem ser outras as dificuldades de não se aplicar as boas práticas:

    - os profissionais querem aplicar práticas de gerenciamento de projetos, porém a diretoria ou gerência direta não apóia esta iniciativa
    - a área comercial quer vender seu produtos, são movidos a comissionamento, sendo assim muitos vendem projetos com prazos e custos inexeqüíveis e se torna inviável a aplicação com sucesso do gerenciamento do projeto
    - alguns profissionais PMP acreditam que criar documentação é gerir projetos e isto burocratiza a gestão, com isto a empresa não vê com bons olhos as práticas de gerenciamento
    - profissionais que apóiam práticas de gestão de projetos nem sempre permanecem eternamente na empresa, ou seja, após a sua saída a empresa perde o conhecimento e voltam a estaca zero nas boas práticas de gestão

    Não acho bom, nem tão pouco desejável, haver profissionais certificados PMP que não tem condições de realizar bons trabalhos, porém devido a várias adversidades que fogem ao nosso controle, nem todos terão condições de ter êxito na profissão. Novamente, embora não desejável, considero isto uma situação natural da vida.



    O que penso para melhorar este cenário? Além de continuar a promover as boas práticas para profissionais e empresas, promover cursos de reciclagem para profissionais certificados PMP, pois o fato de terem o certificado não atesta que “todos” estejam em condições de prestar bons serviços.


    Prof. Ronnie Maschk, PMP

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  19. Considero que todas estas questões são pertinentes a nossa realidade. Foi assim no passado, é assim hoje e acredito que será desta mesma maneira no futuro.
    Embora o PMI estabeleça pré-requisitos de experiência em projetos para se inscrever no exame, muitos, sem experiência ou perfil, querem progredir na vida e almejam uma oportunidade de ingressar na profissão após tirar o certificado. Eu não julgo estas pessoas, afinal quem sou eu para julgar alguém que deseja progredir profissionalmente?
    A minha percepção é que é natural haver profissionais excepcionais e diferenciados, assim como profissionais medianos e profissionais incompetentes ou medíocres, faz parte da vida. Este cenário favorece inclusive os poucos profissionais que são diferenciados!
    Faz parte do meu (nosso) papel como professor/educador, consultor de empresas e afiliado ao PMI, transmitir a mensagem de profissionalismo e tentar incutir uma cultura de melhores práticas de gerenciamento de projetos para os profissionais e para as empresas, porém a minha experiência observou que existem obstáculos, tanto para empresas como para profissionais, que fazem com que nem todos consigam obter êxito nesta missão, por exemplo:

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  20. continuacao

    Os profissionais nem sempre tem tempo para fazer tudo o que é necessário para melhorar a sua capacidade profissional e isto pode ser devido a:
    - sair muito tarde do trabalho
    - haver a necessidade de dar atenção para a família
    - estar realizando em paralelo outros cursos de formação ou desenvolvimento
    - estar viajando a trabalho
    - a empresa para a qual trabalha não ter a cultura de gerenciamento de projetos
    - são técnicos e não fazem idéia do que o papel de gestor exige do profissional
    - o profissional não tem oportunidade de aplicar isto na sua atual função
    - por questão de perfil, o profissional não tem o hábito de ler para se atualizar ou aperfeiçoar na profissão

    No caso das empresas, podem ser outras as dificuldades de não se aplicar as boas práticas:

    - os profissionais querem aplicar práticas de gerenciamento de projetos, porém a diretoria ou gerência direta não apóia esta iniciativa
    - a área comercial quer vender seu produtos, são movidos a comissionamento, sendo assim muitos vendem projetos com prazos e custos inexeqüíveis e se torna inviável a aplicação com sucesso do gerenciamento do projeto
    - alguns profissionais PMP acreditam que criar documentação é gerir projetos e isto burocratiza a gestão, com isto a empresa não vê com bons olhos as práticas de gerenciamento
    - profissionais que apóiam práticas de gestão de projetos nem sempre permanecem eternamente na empresa, ou seja, após a sua saída a empresa perde o conhecimento e voltam a estaca zero nas boas práticas de gestão

    Não acho bom, nem tão pouco desejável, haver profissionais certificados PMP que não tem condições de realizar bons trabalhos, porém devido a várias adversidades que fogem ao nosso controle, nem todos terão condições de ter êxito na profissão. Novamente, embora não desejável, considero isto uma situação natural da vida.



    O que penso para melhorar este cenário? Além de continuar a promover as boas práticas para profissionais e empresas, promover cursos de reciclagem para profissionais certificados PMP, pois o fato de terem o certificado não atesta que “todos” estejam em condições de prestar bons serviços.


    Prof. Ronnie Maschk, PMP

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  21. Os profissionais nem sempre tem tempo para fazer tudo o que é necessário para melhorar a sua capacidade profissional e isto pode ser devido a:
    - sair muito tarde do trabalho
    - haver a necessidade de dar atenção para a família
    - estar realizando em paralelo outros cursos de formação ou desenvolvimento
    - estar viajando a trabalho
    - a empresa para a qual trabalha não ter a cultura de gerenciamento de projetos
    - são técnicos e não fazem idéia do que o papel de gestor exige do profissional
    - o profissional não tem oportunidade de aplicar isto na sua atual função
    - por questão de perfil, o profissional não tem o hábito de ler para se atualizar ou aperfeiçoar na profissão

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  22. continuacao

    No caso das empresas, podem ser outras as dificuldades de não se aplicar as boas práticas:

    - os profissionais querem aplicar práticas de gerenciamento de projetos, porém a diretoria ou gerência direta não apóia esta iniciativa
    - a área comercial quer vender seu produtos, são movidos a comissionamento, sendo assim muitos vendem projetos com prazos e custos inexeqüíveis e se torna inviável a aplicação com sucesso do gerenciamento do projeto
    - alguns profissionais PMP acreditam que criar documentação é gerir projetos e isto burocratiza a gestão, com isto a empresa não vê com bons olhos as práticas de gerenciamento
    - profissionais que apóiam práticas de gestão de projetos nem sempre permanecem eternamente na empresa, ou seja, após a sua saída a empresa perde o conhecimento e voltam a estaca zero nas boas práticas de gestão

    Não acho bom, nem tão pouco desejável, haver profissionais certificados PMP que não tem condições de realizar bons trabalhos, porém devido a várias adversidades que fogem ao nosso controle, nem todos terão condições de ter êxito na profissão. Novamente, embora não desejável, considero isto uma situação natural da vida.



    O que penso para melhorar este cenário? Além de continuar a promover as boas práticas para profissionais e empresas, promover cursos de reciclagem para profissionais certificados PMP, pois o fato de terem o certificado não atesta que “todos” estejam em condições de prestar bons serviços.


    Prof. Ronnie Maschk, PMP

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